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Eva-13 renasce em modo “Last Executor” e acirra a guerra dos kits de luxo

Quase nove anos depois de rasgar o céu em Evangelion 3.0+1.0, o Eva-13 reaparece em escala física — e maior do que nunca. O “Last Executor”, forma derradeira da unidade dupla de Shinji e Kaworu, ganhou nesta madrugada um kit de 38 cm que já inicia pré-venda com tiragem limitada e o preço de um console de nova geração.

O anúncio pegou revendedores de surpresa porque sucede a onda de relançamentos comuns, mas desta vez traz peças inéditas: quatro braços articulados, as duas Lances do Longinus encaixáveis em posição cruzada e um sistema de luzes internas para o temido “awakening mode”. A façanha, segundo distribuidores japoneses, exigiu licença especial da Khara e eleva o produto ao patamar dos “garage kits” artesanais, onde quem dita o valor é o colecionador, não a prateleira.

Kit converte nostalgia bruta em item de investimento

O preço oficial, próximo dos R$ 2,5 mil no câmbio de hoje, não é um exagero isolado: ele reflete um mercado que abraçou maquetes como ativos, de forma parecida com o que vimos no Gundam two-in-one de aniversário. Diferentemente dos “Gunpla” de entrada, o Eva-13 chega pintado de fábrica e numerado. A editora já confirmou que não haverá reposição, estratégia que costuma inflar o preço secundário em até 300 % dentro do primeiro ano.

Para a Khara, o produto serve de teste para medir a disposição do fã pós-saga a gastar em peças complexas sem a muleta de uma série nova no ar. A aposta faz sentido: Evangelion mantém a maior taxa de fidelidade entre franquias de mecha, segundo levantamento da Teikoku Databank, ficando à frente de clássicos como Macross e até de fenômenos recentes como Demon Slayer no segmento de adultos 30-44 anos.

Detalhes de engenharia que escapam ao olhar rápido

O “wow” imediato vem das quatro lâminas de lança, mas o impacto real mora em pontos menos óbvios. A armadura roxa recebeu microtextura fosca para simular o grafite sui generis do filme — um aceno direto aos artistas de matte painting que Hideaki Anno trouxe de volta para o longa. Já o esqueleto interno não segue o ABS tradicional: usa uma liga híbrida que aguenta o peso das Lances sem afrouxar articulações, algo que atormentava kits anteriores.

Outro truque discreto é o circuito de LED separado em três canais. Isso permite recriar a irradiação laranja do campo Anti-N do tórax sem que a luz “vaze” para as ombreiras. Na prática, o usuário pode acionar apenas os olhos ou todo o modo de despertar — luxo antes restrito a modificações caseiras. Para completar, o pedestal exibe runas codificadas que, alinhadas, formam a palavra “Executor”, mensagem escondida que só aparece sob luz negra.

Pressão sobre concorrentes e a corrida de 2024

O timing do lançamento não parece casual. Bandai, Good Smile e Kotobukiya reservam anúncios para a Wonder Festival de inverno, onde a Khara vai exibir o Eva-13 já montado e em ação. Fontes do setor dizem que o kit mira diretamente o nicho que flerta com o chamado “anime banking” — tendência que alavancou produtos como o cartão limitado de Naruto e Sasuke. Se o Eva-13 esgotar rápido, abre-se a porteira para licenças de preço similar, algo inimaginável na década passada.

Para o fã brasileiro, o impacto será sentido no bolso e na vitrine. Distribuidores locais começam a aceitar reservas ainda esta semana, mas já alertam: o lote continental não deve ultrapassar 400 unidades. Quem perder a janela corre o risco de enfrentar a inflação de revenda que transformou o Eva-01 Test Type, em 2016, num objeto de culto avaliado em até R$ 8 mil hoje. Se o “bicho de quatro braços” causava calafrios na tela, agora é a conta bancária que treme.

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