InícioDCFilmagens de “Superman” terminam e expõem a primeira costura secreta do novo...

Publicações relacionadas

Filmagens de “Superman” terminam e expõem a primeira costura secreta do novo DCU

James Gunn bateu a claquete final de “Superman” na manhã desta terça (18) e, antes mesmo de guardar a capa azul-vermelha, deixou escapar que o set abrigou mais do que o herói de Metrópolis. Entre câmeras desligadas e corrente de aplausos, a produção confirmou ter rodado participações de personagens de futuros longas — algo inédito para um universo que ainda nem estreou.

O movimento costura, na prática, três títulos diferentes dentro de um único cronograma de filmagem e inaugura o primeiro “crossover prévio” da história da DC nos cinemas. O detalhe muda a ordem de lançamento do estúdio, foge do padrão Marvel de cenas pós-crédito e pavimenta a largada tensa de um DCU que ainda enfrenta viúvas do Snyderverse e disputas internas de orçamento.

Gunn filmou Coringa e equipe de apoio num só pacote logístico

Segundo profissionais presentes no set de Atlanta, um núcleo completo do próximo longa de Batman — ainda sem título oficial, mas já descrito como o primeiro spin-off da franquia do Cavaleiro das Trevas — dividiu diárias e figurino com “Superman”. Entre eles estava o ator escalado para viver o novo Coringa, maquiagem verde-púrpura à meia-luz, que gravou sequências de interrogatório ligadas ao futuro vilão da Legião do Mal já autorizada por Gunn.

A manobra, classificada internamente como “bundle shoot”, nasceu para driblar dois riscos: o de vazamentos (filmar tudo num galpão fechado diminui drones sobrevoando) e o de agenda (alguns contratos venceriam antes do spin-off ganhar estúdio próprio). Ao embolsar as cenas, Gunn garante continuidade visual e economiza — fontes de produção estimam corte de até 12% no custo de pré-produção do filme do Batman.

Por que a pressa interessa mais que o glamour

A decisão também desperta alerta em Hollywood: filmar blocos de histórias cruzadas antes da resposta de bilheteria é aposta ousada. A Warner, contudo, ainda senta em dívidas do ciclo “Liga da Justiça” e não quer repetir o rombo de marketing dividido em dois anos. Gunn, agora chefe criativo e diretor ao mesmo tempo, comprime prazos para entregar resultados antes da fusão com a Paramount mexer novamente na hierarquia financeira do estúdio, como já discutimos em “Fusão com a Paramount sela permanência de James Gunn”.

Outro ponto: ao rodar cenas essenciais do Coringa e do futuro Robin durante “Superman”, Gunn diminui a dependência de reshoots caros. Se a recepção ao palhaço do crime for morna, bastará cortar minutos na ilha de edição em vez de convocar elenco e equipe para filmagens extras que costumam explodir o orçamento — problema que quase afundou “The Batman”, antes de o Batmóvel em chamas vazar no set e obrigar novas gravações.

O efeito dominó no calendário — e nos fãs

Nos corredores da Warner, o ajuste acelerou a pré-produção de ao menos dois projetos: o filme da Supergirl, que já flerta com um encontro relâmpago entre quatro heróis, e o retorno do Esquadrão Suicida sem Harley Quinn. Ambos podem herdar cenários construídos para “Superman” e ocupar brechas de estúdio antes reservadas a produções de alta fantasia, hoje engavetadas.

Para o público, a costura secreta cria expectativa de um universo já pulsando em tela, não de lançamentos solitários espaçados. Mas, sob a luz de Krypton, há um risco: se “Superman” tropeçar, a DC não terá tempo para reorientar a história que já foi parcialmente filmada. Gunn aposta alto, exatamente como fez quando introduziu o quinto Jovem Titã antes de oficializar a equipe completa. Resta saber se o público enxergará essa ousadia como visão de autor ou só mais um salto sem rede em um multiverso que ainda aprende a voar.

Últimas publicações