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Primeiro Hokage ganha estátua de elite e empurra Naruto de volta ao topo da corrida colecionável

Numa tacada que surpreendeu até os colecionadores mais calejados, a Bandai abriu nesta madrugada as pré-vendas da primeira estátua premium dedicada exclusivamente a Hashirama Senju, o lendário Primeiro Hokage de Naruto Shippuden. A peça de 25 cm, parte da linha FiguartsZERO, retrata o “Deus Shinobi” no auge do Modo Sábio, envolto por raízes de madeira translúcidas que se iluminam com LED interno.

O anúncio chega num momento em que as vitrines de anime estavam dominadas por Demon Slayer e Jujutsu Kaisen; ao devolver um personagem clássico à vitrine high-end, a empresa sinaliza uma guinada calculada: atacar a nostalgia do fã trintão antes que o rival coloque outra estatueta limitada no carrinho.

Peça mistura escala de batalha e tiragem curta — com preço de carro popular usado

Limitada a 3 000 unidades numeradas, a figura custa 38 000 ienes (cerca de R$ 1 300) e será enviada em novembro apenas para quem concluir a reserva até 4 de maio no site Premium Bandai. A embalagem acompanha certificado holográfico, dois rostos intercambiáveis e um mini-scroll contendo a técnica Mokuton: Jukai Kōtan, impresso em papel de fibra de madeira real — detalhe que fisga o público que investe pesado em autenticidade.

Na prática, a Bandai desloca Naruto para o mesmo patamar de edições de luxo que Transformers e Evangelion já vinham frequentando. Quando a Takara relançou o EVA-01 “raiz”, testou-se o apetite por memorabilia nostálgica a preços galácticos; agora a resposta vem do mundo ninja, com um personagem que passou anos esquecido nas prateleiras.

Por que Hashirama agora? A matemática da nostalgia explica

A temporada de 20 anos do anime original reacendeu debates sobre quais momentos ainda faltavam em formato físico. Enquanto a editora Shueisha mira a geração TikTok com o livro-síntese de Naruto, a Bandai aposta no bolso do mesmo fã que cresceu vendo o Primeiro Hokage selar Madara. É o público que já quitou o cartão de crédito da adolescência e agora aceita pagar caro para ter a “versão definitiva”.

Internamente, executivos da linha de figuras observam que personagens mortos no cânone, como Hashirama, balizam o quão longe o colecionador vai por uma memória. A escassez também cria senso de urgência: esgotar as 3 000 unidades em menos de 24 horas dispararia novo lote — estratégia usada com sucesso pela Bandai ao relançar o Arios Gundam, mencionado no artigo sobre a corrida por kits transformáveis.

Numa prateleira disputada, cada centímetro é guerra

O retorno de Hashirama revela uma verdade incômoda do mercado: não basta licenciar a marca, é preciso justificar o espaço físico que a estatueta ocupa. Colecionadores de apartamentos pequenos escolhem a dedo o que vai para a estante — daí a ênfase em iluminação LED, base magnética fina e poses verticais que “crescem para cima” sem roubar largura. No projeto do Primeiro Hokage, o tronco feito em resina oca reduz peso e permite que a peça divida a prateleira com franquias rivais sem risco de prorrogar a reforma do móvel.

Se a tiragem evaporar como previsto, outras lendas do conflito shinobi deverão ressurgir em versões de luxo. Para quem sempre quis ver o clã Senju ocupar o mesmo pedestal de Optimus Prime ou de Crocodile — cuja expansão de papel na série da Netflix já agita o mercado —, a hora de salvar espaço (e limite do cartão) é agora.

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