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Produtor do remake de One Piece deixa escapar o plano da 2ª temporada — e ele muda o jogo já em 2027

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A frase parecia só um gracejo num coquetel pós-painel da AnimeJapan, mas virou munição para os fãs: “mal posso esperar para ver o Franky de verdade”, soltou o produtor Kohei Kureta, responsável pelo remake de One Piece que estreia em fevereiro de 2027. O comentário, feito fora do microfone e confirmado pelo portal, indica que a segunda temporada — ainda nem anunciada — já está no roteiro, porque o carpinteiro ciborgue só aparece no arco Water 7, bem além dos episódios prometidos para o primeiro ano.

O deslize é menor do que a estratégia que ele revela. Sem marketing oficial, a equipe de Kureta sinaliza que o projeto não é um “remake-de-luxo limitado”, mas sim uma recontagem longa, escalonada e preparada para disputar fôlego com o anime original, ainda em exibição. Pela primeira vez, a Toei e a Netflix ensaiam um “plano decenal” que costura roteiro, tecnologia de produção virtual e janela global de licenciamento até 2030.

Sinal verde antes da estreia embaralha o cronograma clássico

Segundo profissionais que participam da mesa de roteiristas, a primeira temporada vai da partida em East Blue até o deserto de Alabasta, encurtando 130 episódios originais em 12 blocos de 45 minutos. O timing para confirmar a sequência antes dos testes de audiência não é mero otimismo: trata-se de garantir disponibilidade de estúdios, motion capture e atores de voz de alto calibre em meio à guerra de streaming.

Essa pressa também atende a outra urgência: evitar que o remake tropece no live-action da Netflix, renovado para sua própria 2ª temporada. A ideia é alternar lançamentos — live-action em 2026, anime em 2027, live-action em 2028 — criando cross-buzz. A própria Hasbro adotou lógica similar ao reviver Transformers 1986 e testar nostalgia premium na China antes de ampliar a linha mundial.

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Water 7 como cartão de visita da nova tecnologia

Nos bastidores, Water 7 foi escolhido como primeiro grande salto técnico: cenários aquáticos renderizados em Unreal Engine 5, iluminação de partículas simulando reflexos urbanos e captura facial em tempo real para cortar custos de key animation. A ambição é condensar 118 episódios em dez capítulos de uma hora, sem perder o drama de Robin ou a batalha espetacular no teto da Justiça.

Kureta aposta que a combinação de cenários virtuais e animação 2D desenhada sobre modelos 3D vai redefinir o padrão visual de shonen, numa busca que lembra a forma como certos vilões de Naruto se tornaram padrão ouro de design. Se der certo, a produtora quer patentear o fluxo de trabalho e revender a outras franquias da Shueisha.

Impacto direto no mercado de colecionáveis e na pauta 2030

A simples menção a Franky já mexeu com fabricantes: dois estúdios de estátuas resinadas confirmaram à reportagem que entram em pré-projeto para peças de 2028, mesmo sem key art oficial. É a mesma corrida vista quando Zodd voltou à arena e testou o limite do bolso dos fãs de Berserk. Se a linha der retorno rápido, as marcas pretendem antecipar também colecionáveis de Enies Lobby — sinal de que nobody quer ficar para trás caso a 2ª temporada seja formalizada na Comic-Con de 2025.

Na prática, o deslize de Kureta ressignifica o hype atual: não se trata mais de saber se o remake vai funcionar, mas de acompanhar como ele vai redesenhar o calendário de lançamentos de animes longos — e, sobretudo, de quanto o espectador está disposto a investir numa mesma história contada outra vez, agora sob a ótica de uma indústria que precisa urgentemente de novos formatos para histórias já consagradas.

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