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Russo Brothers barram heroínas dos X-Men em Avengers: Doomsday e expõem briga por espaço no MCU

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Quando Joe e Anthony Russo confirmaram que Tempestade, Jean Grey, Vampira e outras X-Women não aparecem em Avengers: Doomsday, a plateia do painel especial em Los Angeles reagiu com um misto de vaias e gargalhadas incrédulas. “Se entrassem agora, seriam desperdiçadas”, justificou Joe. A declaração joga luz sobre a equação menos glamourosa do MCU: não faltam personagens, falta minuto de tela.

O corte das mutantes mais populares expõe um cabo de guerra dentro da Marvel. Enquanto o roteiro abre espaço nobre para o “Livro de Latveria” e o Doutor Destino, heroínas que simbolizam diversidade ficam na fila de espera. Do lado de fora, a cobrança por representatividade cresce — e bate justamente na franquia que prometia corrigir antigas ausências.

Decisão tática: menos mutantes agora para não inflar a conta depois

Segundo os diretores, o roteiro inicial de Doomsday ultrapassava 260 páginas e ainda precisava acomodar Peter Parker, Deadpool e o Demolidor. A Marvel já aprendeu, com o tropeço da volta de Wolverine, que a conta de efeitos visuais e agendas pode explodir quando se empilham estrelas. “Escolhemos os mutantes que dialogam diretamente com o arco do Destino”, disse Anthony, ecoando o novo status do vilão revelado no merchandising.

Na prática, entraram apenas personagens que exigem menos preparação de origem ou que servem como ponte para fases futuras — caso de Ciclope e Noturno. O estúdio também quis evitar que Tempestade e Jean Grey queimassem cartucho antes do filme solo que Kevin Feige esboça para 2027. A lógica é parecida com a usada para recolocar Tom Holland em segundo plano após Brand New Day, cedendo o holofote a Tobey Maguire numa participação pontual.

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Ausência das X-Women revela lacuna de representatividade na “fase mutante”

A não-escalação atinge justamente as personagens que carregam pautas de raça, gênero e sexualidade desde os anos 80. Storm abriu caminho para heroínas negras, Vampira discutiu consentimento antes mesmo de Hollywood falar em assédio, e Jean Grey trouxe à mesa o temor feminino sobre poder descontrolado. Deixá-las fora de um evento global soa, no mínimo, contraditório para a marca que vende diversidade como valor.

Executivos ligados ao marketing temem repetir o desgaste de Guerra Infinita, quando a cena das heroínas foi acusada de ser tokenismo. Agora, a Marvel quer garantir que cada X-Woman chegue com jornada própria — e, claro, contrato longo. Fontes de dentro do estúdio citam séries no Disney+ como terreno de incubação, mas lembram que a janela curta aberta para Brand New Day mostrou que o streaming não dá conta de tudo.

Entre o cuidado narrativo e a urgência por representatividade, Doomsday evidencia a nova prioridade da Marvel: organizar a casa contratual antes de soltar a avalanche mutante. Fãs podem protestar hoje, mas os Russo apostam que a saudade das X-Women valerá ouro quando a tempestade — literal e metafórica — finalmente cair nos cinemas.

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