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Ryan Gosling acende o pavio sobrenatural da Marvel e coloca cinco Motoqueiros Fantasmas na mesa

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O codinome “Highway to Hell” começou a circular nos e-mails da Marvel poucas horas depois de Kevin Feige almoçar com Ryan Gosling em Los Angeles. Desde então, vazaram rascunhos de arte conceitual que mostram o ator em pelo menos cinco jaquetas diferentes — cada uma ligada a um Motoqueiro Fantasma canônico dos quadrinhos. A corrida não é só para decidir qual caveira flamejante cabe melhor na cabeça do astro de Barbie, mas para destravar, de uma vez, o braço sobrenatural do MCU depois de anos de impasse.

Por trás da escolha, existe uma disputa interna: executivos querem a versão que venda brinquedo e conecte Vingadores, enquanto roteiristas defendem o arco que resgata o horror setentista que fez Blade, ainda preso nos adiamentos, parecer pequeno. Entender qual fantasma tem mais chance de estacionar a moto nas telas revela não apenas o próximo filme de Gosling, mas o tamanho da guinada que a Marvel prepara para depois de Avengers: Doomsday.

Johnny Blaze lidera nos bastidores, mas o estúdio teme repetir o “efeito Viúva-Negra”

O clássico é sempre a escolha segura, e Johnny Blaze continua no topo do “one-pager” entregue a Feige, segundo fontes próximas à writers’ room. Ele aparece em 60 % das peças de licenciamento testadas com a Hasbro, justamente por carregar o visual que o público de streaming reconhece desde a era Nicolas Cage. O problema é reputacional: um reboot focado só no dublê amaldiçoado isolaria a trama, repetindo o erro estratégico de Viúva-Negra, lançado tarde demais e sem reverberar no presente do MCU.

Para desfazer esse risco, a equipe estuda introduzir Blaze como mentor relutante já em uma futura série de Daredevil: Born Again, conectando o inferno urbano de Matt Murdock ao fogo literal do Motoqueiro. Essa costura abriria espaço para participações em Blade e em um eventual longa dos Midnight Suns, franquia coringa que os executivos tratam como “guarda-chuva” para personagens estacionados, conforme adiantamos quando o filme solo do personagem entrou no radar interno.

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Robbie Reyes ganha força por entregar o multiverso de carro… e não de moto

Entre os roteiristas, o favorito atende pelo nome de Robbie Reyes, o único Motoqueiro que dirige um muscle car inflamado em vez de motocicleta. Trata-se de uma sacada logística: gravar perseguições de carro é mais barato que coreografar acrobacias com chamas em duas rodas, e ainda diferencia visualmente o herói. Mas há um trunfo maior. Reyes surgiu nos quadrinhos durante a Era das Guerras Secretas, link direto com a trama que culmina em Avengers: Doomsday e já deu pistas em merchandising que envolve o “Livro de Latveria” de Doutor Destino.

Nessa leitura, Gosling poderia viver Blaze em flashbacks curtos — assegurando fan-service — e dublar o demônio que possui Reyes, enquanto um ator latino assumiria o protagonista humano. A solução atende a pressões de diversidade, evita a troca completa de elenco nos próximos dez anos e ainda casa com a pressa estudada pela Marvel para salvar o calendário do MCU após o tropeço na volta de Wolverine.

Kushala e Alejandra Jones aparecem como cartas-surpresa para o selo de terror

Se o MCU quiser fugir de mais um herói quarentão no centro da ação, duas figuras femininas assombram positivamente a equipe de desenvolvimento. Kushala, a “Demon Rider” apache do século XIX, traria o fiapo de faroeste que Loki só arranhou. Já Alejandra Jones, mexicana criada por Jason Aaron, evoluiria o debate de religião e colonialismo que o MCU ainda não tocou. Ambas caberiam numa fase de horror adulto, alinhada à classificação que a Disney testará com Deadpool 3.

O obstáculo é comercial: executivos temem investir pesado numa personagem pouco conhecida sem antes medir retorno. Mas a dupla virou baralho real quando a selfie vazada de set expôs o vilão Ramrod em Spider-Man: Brand New Day. O bandido apareceu originalmente em HQs do Motoqueiro, indicando que a Marvel já espalha sementes para versões menos óbvias do Espírito de Vingança.

No ranking interno de probabilidade, a situação hoje é: 1) Johnny Blaze veterano, 2) Robbie Reyes multiversal, 3) Johnny + Robbie em dupla, 4) Alejandra Jones, 5) Kushala. Mas o placar muda a cada brainstorm, e a escolha final de Gosling dirá muito sobre como a Disney pretende equilibrar bilheteria de PG-13 com o terror que os fãs adultos cobram desde que helicarriers pararam de impressionar. Seja qual for o capacete em chamas, o ator já conseguiu reacender um fogo que a Marvel deixava em brasa desde a série de 2016 — e, dessa vez, o estúdio sabe que não pode deixar a moto morrer no acostamento.

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