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Primeiro teaser secreto de James Gunn exibe o Anti-Monitor e redefine a largada do novo DCU

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Executivos da Warner voltaram de Burbank falando de 17 segundos que oficialmente “não existem”. No vídeo, um planeta é engolido por uma onda púrpura-negra e, no centro, uma armadura colossal com olhos brancos em brasa: o Anti-Monitor. A criatura cósmica, inédita no cinema, foi a aposta que James Gunn levou a uma reunião a portas fechadas na última segunda-feira para provar que seu DCU já encontrou o antagonista capaz de unir a franquia — e a reação, segundo quem esteve lá, foi silêncio seguido de aplausos.

A jogada estreia um recurso que a Marvel demorou oito anos para revelar com Thanos: anunciar o vilão definitivo antes mesmo de o público conhecer metade dos novos heróis. Gunn quer o efeito contrário ao da fase Snyder, quando Darkseid só apareceu no corte tardio de “Liga da Justiça”. Agora, o chefão da DC insere o terror multiversal logo no primeiro bloco de lançamentos, abrindo espaço para uma maratona de cinco meses de produções interligadas já em 2026.

Anti-Monitor surge primeiro em “Lanterns” e costura o calendário de 5 meses

O monstro cósmico estreia numa cena pós-créditos da série “Lanterns”, que ganhou data atualizada para março de 2026 — informação confirmada na mesma sala que recebeu o teaser. Na trama, John Stewart e Hal Jordan investigam o sumiço de setores inteiros do cosmos e esbarram em vestígios de antimatéria, pista direta da criatura. A presença do vilão explica a recente virada de tom divulgada na primeira imagem de John Stewart, mais sombria do que o marketing inicial sugeria.

Encerrada a temporada de oito episódios, abril trará “The Authority”, maio reserva “Booster Gold” e junho chega com “Superman”. Todas as finais de créditos repetem a mancha de antimatéria vista em “Lanterns”, ampliando o senso de ameaça contínua. Julho fecha o ciclo com a animação “Creature Commandos”, fora do cânone principal, mas que deve exibir a destruição de um universo alternativo para mostrar o alcance do Anti-Monitor. O efeito prático é simples: manter o público preso ao mesmo fio dramático por 150 dias ininterruptos.

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Por que Gunn troca Darkseid por um vilão que o cinema nunca viu

Escolher o Anti-Monitor é mais do que evitar comparações diretas com Thanos; é também driblar o desgaste que Darkseid sofreu após anos de campanha de fãs pelo “Snyder Cut”. Gunn sinaliza ruptura sem negar o passado: permite que o antigo vilão exista no multiverso, mas estabelece outro alfa na linha principal para margear histórias de terror cósmico, algo que o diretor de “Guardiões da Galáxia” domina.

Há ainda uma vantagem de bastidor. Os direitos de comercialização global do Anti-Monitor estavam ociosos desde a minissérie “Crise nas Infinitas Terras” (1985). Incorporá-lo exige menos negociação com licenciadores externos, barateando produtos derivados que vão de HQs a brinquedos. Isso alinha com a decisão recente de tratar o selo DC como laboratório: o executivo aposta em personagens semi-inexplorados que viram vitrine de ideias sem travas de contrato. E, de quebra, dilui o risco de comparações diretas com o legado Marvel, pois o Anti-Monitor opera em escala ainda maior de destruição.

Internamente, a meta é deixar o vilão pairando até 2029, quando a primeira “Crise” live-action deve confluir os elencos do núcleo “Superman” e do universo noir de Matt Reeves — sim, o mesmo que recentemente ventilou Blüdhaven em foto de bastidor de “The Batman 2”. Caso o cronograma se mantenha, haverá tempo de cultivar o temor do público, tal qual o roxo titânico da concorrência. A diferença é que, desta vez, o aviso já veio antes de a franquia engatinhar — e essa pressa calculada pode ser o que finalmente dá identidade ao DCU que Gunn prometeu levantar do zero.

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