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Nova tropa animal de Transformers renova combiner e expõe pressa da Hasbro em 2024

Sem aviso prévio, a Hasbro apresentou nesta semana um feito que a marca evitou por quase quatro décadas: criou cinco Autobots completamente novos – todos com formas de animais selvagens – para dar vida a um combiner inédito dentro da linha principal de Transformers. A decisão vai além de um simples “recolorir e relançar” brinquedos; coloca a empresa na missão de mostrar que ainda consegue surpreender um fandom acostumado a revisitar sempre as mesmas equipes dos anos 80.

A novidade chega poucos meses depois de a companhia engavetar, de última hora, um kit premium ligado aos Maximals, movimento que abalou a confiança do colecionador hardcore. Agora, a aposta animal soa como contra-ataque imediato: ela reutiliza o elogiado esqueleto mecânico da figura mais complexa já lançada na linha Legacy, mas troca toda a pele por personagens batizados do zero.

Combiner de segunda geração nasce com DNA de besta

O projeto, batizado internamente de “Beast Guardian”, usa a mesma engenharia articulada que colocou o antigo Thundertron no centro das discussões técnicas em 2022. A diferença é que, em vez de leões e águias já conhecidos, o kit reúne:

  • Steelclaw, um tigre-dentes-de-sabre albino
  • Skyquill, uma harpía metálica
  • Ironhoof, um búfalo das estepes
  • Riptide, um tubarão-mako adaptado para o ar
  • Blazehorn, um rinoceronte de magma

Juntos, formam o gigante Guardian Prime, cuja arma principal é um martelo que se monta a partir das caudas de dois membros do time. Fontes próximas ao desenvolvimento relatam que cada módulo recebeu pelo menos duas peças novas de molde, algo raro em “redecos”. Isso explica a etiqueta de preço 15% mais alta que outros combiners do mesmo porte.

Cinco personagens inéditos em pleno aniversário de 40 anos

Transformers completa 40 anos em 2024, e a Hasbro repetiu em inúmeras entrevistas que não queria “mais um tributo nostálgico”. Lançar heróis recém-criados dá munição às comemorações, mas também serve a um plano maior: usar esses Autobots como ponte para a nova série animada que o estúdio tem negociado com a Paramount+ para 2025, segundo apuração interna.

Ao criar um grupo animal sob a bandeira Autobot – algo antes restrito aos Maximals – a marca sinaliza expansão territorial dentro de sua própria cronologia. A jogada ainda conversa com a onda de produtos felinos que tomam a cultura pop em 2024, do revival de Sailor Moon à escalada de merchandising de Thundercats na San Diego Comic-Con.

A cicatriz do cancelamento ronda a mesa de projetos

Bastou o anúncio circular para fãs lembrarem que, em março, a empresa abortou o lançamento de um dos Maximals menos celebrados, num movimento detalhado em “Cancelamento relâmpago expõe freio da Hasbro em kits premium de Transformers”. O episódio acendeu o sinal de alerta sobre margens de lucro apertadas e apostas cada vez mais cirúrgicas.

Executivos ouvidos pelo portal admitem que o lançamento do Beast Guardian é, em parte, resposta a esse baque: o design reciclado reduz custos de engenharia, enquanto personagens inéditos ampliam o apelo para além do núcleo nostálgico G1. Dessa forma, mesmo que a linha colecionável enfrente retração global – a Funko já reporta queda de 18% no segmento adulto –, a Hasbro preserva o valor agregado sem carregar o risco de uma figura premium isolada.

Para o consumidor, o recado é claro: quem esperava só repaints de combiners antigos agora tem justificativa para olhar de novo para a gôndola. Resta saber se o Guardian Prime romperá a bolha de colecionadores ou terminará como outro monumento de plástico que, apesar de impressionar, não passa de sinal amarelo no dashboard financeiro da Hasbro.

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