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Manhunters entram em “Lanterns” e expõem o lado sombrio dos Guardiões no novo DCU

Uma peça de arte conceitual circulou nos bastidores da HBO na madrugada desta quarta (24) e cravou: os Manhunters—policiais cibernéticos que antecederam a Tropa dos Lanternas—são o quinto grande antagonista listado oficialmente pela produção de “Lanterns”. O vazamento, obtido por profissionais de efeitos visuais que testam iluminação para o piloto, mostra um exército metálico com o uniforme carmesim clássico e o lema “No man escapes”—frase-chicote que os leitores dos quadrinhos conhecem bem.

A inclusão dos Manhunters completa um mosaico de vilões já formado por Sinestro, Atrocitus, a célula dos Black Lanterns e um mistério ligado à Zona Fantasma. Além de inflar a escala épica, o grupo robótico carrega um peso narrativo: ele coloca em xeque a autoridade dos Guardiões, provocando a crise que Hal Jordan e John Stewart investigarão no tom de “True Detective” prometido por James Gunn.

Robôs renegados rasgam o manual dos Guardiões de Oa

Nos quadrinhos, os Manhunters foram a primeira tentativa dos Guardiões de impor ordem ao universo, mas acabaram exterminando setores inteiros ao interpretar “segurança” de forma literal. Trazer essa falha de origem para a TV gera uma mudança de foco: em vez de um inimigo externo, “Lanterns” força a Tropa a encarar o próprio passado—algo raro em adaptações que normalmente pulam direto para Sinestro.

Segundo integrantes do departamento de arte consultados pela reportagem, a série mostrará registros holográficos do “Massacre de Espaço 666”, ponto em que os Manhunters perderam o controle. O evento funcionará como fio condutor do caso investigado pelos dois Lanternas terrestres. Na prática, isso permite que a produção use cenários minimalistas—delegacias interestelares, depósitos abandonados—e reserve o orçamento pesado para um terceiro ato em que milícias robóticas cercam o planeta Maltus.

A jogada também explica por que os Black Lanterns foram confirmados antes mesmo de haver elenco completo: semear essas múltiplas fraturas internas prepara o terreno para um pânico moral que deve atravessar todo o DCU televisivo. E, nas palavras de um roteirista, “é difícil vender heróis de luz quando o holofote revela a poeira debaixo do tapete azul dos Guardiões”.

Quinta peça encaixa a tática de James Gunn para TV e cinema

Com cinco vilões mapeados, “Lanterns” virou laboratório de um modelo que a Warner precisa consolidar: séries que dialogam diretamente com os filmes, mas entregam reviravoltas próprias. É a antítese do que aconteceu com “Supergirl”, fiasco assumido por ator de “Superman” em entrevista recente, e que exigiu blindagem extra em “Man of Tomorrow”.

A presença dos Manhunters oferece à equipe criativa algo que nenhum outro vilão traz: um exército escalável que pode aparecer em flashbacks, hologramas ou invasões totais, liberando o cronograma para que estrelas humanas gravem cenas mais curtas sem perder impacto. “É o tipo de inimigo que custa caro no close, mas preenche o fundo da tela por centavos”, resume um supervisor de pós-produção. A equação agrada aos executivos que ainda digerem o novo batismo do universo DC—mudança feita às pressas, como analisamos em reportagem anterior.

Num momento em que a rival Marvel hesita em arriscar franquias cósmicas na TV, a Warner transforma “Lanterns” em vitrine de sua ousadia: inserir, de uma vez, cinco antagonistas de escalas e motivações distintas. A promessa é que cada revelação alimente a próxima, como peças de dominó, culminando num clímax que já acena para crossovers com “The Penguin” e o terror solo de Clayface. Se os Manhunters eram o detalhe que faltava para ligar presente, passado e futuro da Tropa, o primeiro olhar vazado deixa uma mensagem clara: ninguém escapa da caçada—nem mesmo os Guardiões que acenderam a lanterna pela primeira vez.

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