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Warner puxa freio no DCU televisivo: só “Waller” avança na HBO Max e cronograma de James Gunn derrapa

A festa de anúncios de James Gunn ganhou sinal vermelho nos bastidores da Warner. O comando da HBO Max acaba de admitir que, apesar das promessas de um “universo costurado pela TV”, apenas uma série — “Waller”, com Viola Davis — está oficialmente em desenvolvimento ativo. Todo o restante do cardápio apresentado em janeiro permanece no papel.

O recuo expõe não só o aperto de caixa da Warner Bros. Discovery após anos de cortes, mas também o risco de a visão coesa do novo DCU se diluir antes mesmo de emplacar. Se a TV era o motor para apresentar vilões como Gorilla Grodd — já citado como peça-chave em julgamento no filme do Flash —, a engrenagem agora depende de um único pistão.

Só “Waller” escapa da paralisia criativa

A confirmação veio de Casey Bloys, CEO de conteúdo da HBO e Max, durante encontro fechado com investidores. Ele frisou que “Waller” — derivada direta de “Peacemaker” e da trilogia “Esquadrão Suicida” — já contrata roteiristas e reserva estúdios, enquanto “Lanterns”, “Booster Gold” e “Paradise Lost” aguardam nova rodada de orçamentos.

Na prática, o freio significa que 2025, antes sonhado como o ano em que “Lanterns” iria introduzir a saga cósmica dos Guardiões, talvez receba só o spin-off da agente implacável vivida por Davis. O timing complica a ambição de Gunn de sincronizar eventos da TV com o longa “Superman: Legacy” — cujo marketing aberto, já em curso, inclui o recente vídeo em que a Arlequina de Margot Robbie invade a cena do herói.

Por que a freada importa além da planilha

Em Washington, investidores leem o movimento como falta de confiança na fórmula streaming-blockbuster depois do baque de “The Flash” e do write-off de “Batgirl”. Internamente, roteiristas relatam que a ordem é reduzir arcos multianuais e priorizar histórias “auto-contidas” que exijam menos CGI — tudo que “Lanterns” e “Creature Commandos” não são.

No lado criativo, a espera alonga disputas por vilões que deveriam aparecer em tela pequena antes de ganhar cinemas. Clayface, que já estampou pôster não oficial da Nova Gotham de Gunn, perde janela estratégica e pode ser engolido por outras franquias de monstros. Sem palco preliminar, apostas como um Caçador Marciano renegado também perdem força de impacto quando — e se — chegarem aos filmes.

Por ora, “Waller” carrega sozinha a missão de provar que o DCU televisivo vale o esforço. Se a série falhar ou atrasar, o efeito dominó não atinge apenas Gunn: compromete toda a ideia de usar streaming como trampolim narrativo e coloca a Warner diante da mesma pergunta que já ronda Wall Street — quantos universos compartilhados cabem no orçamento de 2024?

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