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Netflix se despede de Hunter x Hunter em 1º de agosto e dispara nova batalha de licenças de anime

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A contagem regressiva já aparece no canto da tela: todos os 148 episódios de Hunter x Hunter deixam a Netflix em 1º de agosto, justamente quando o mangá voltou a ser publicado e o fandom vibra com a ressurreição de Kite. É a primeira baixa de peso no catálogo global da plataforma desde que One Piece ganhou versão live-action, e o movimento inclui Brasil e Estados Unidos.

O detalhe que passa batido é que a saída não responde a corte de custos, mas a um leilão silencioso entre players que querem falar diretamente com o público shonen. A licença que expirava em 2025 foi antecipada a pedido do distribuidor norte-americano Viz Media, e coloca Disney+, Amazon e até a própria Crunchyroll na mesa — cada um com uma proposta distinta para usar Gon e Killua como isca de assinante.

Licença encurtada expõe guerra fria por Hunter x Hunter

Hunter x Hunter chegou à Netflix brasileira em 2020, num acordo considerado “de vitrine”: a plataforma aceitava pagar alto mesmo sem exclusividade, desde que o título sustentasse a imagem de casa dos animes. Quatro anos depois, o cenário mudou. Segundo executivos ouvidos pelo mercado, o custo de renovação subiu 40% após a Shueisha sinalizar que Togashi finalizou mais capítulos — o que reacendeu conversa sobre novos episódios.

Com o preço inflado, a Netflix decidiu não cobrir a pedida. Para evitar outra virada de mesa de Togashi, a Viz pressionou para antecipar o fim da licença e recolocar a série em negociação aberta. A manobra força as rivais a se mexer antes que a próxima leva de capítulos do mangá chegue às bancas japonesas, prevista para novembro.

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O que muda para o fã brasileiro e quem deve levar o anime

No curto prazo, nada garante que o público nacional fique órfão: os 148 episódios continuarão disponíveis na Crunchyroll e em versão dublada pela Pluto TV. A diferença é o alcance: na Netflix, Hunter x Hunter frequentava o Top 10 de séries estrangeiras e puxava novos assinantes para outros shonens do catálogo, como Demon Slayer. Fora dali, perde-se efeito de vitrine.

Entre os candidatos à nova casa, o Disney+ corre por fora. A empresa já negocia com a Pierrot para destravar o “próximo Solo Leveling” citado em dois anos de gaveta, e precisa rechear a seção Star com animes de apelo global. A Amazon aposta em acordos pontuais — caso feche, pode empacotar a série com licenças curtas de Bleach e Fairy Tail que renova em 2025. Já a Crunchyroll enxerga Hunter x Hunter como peça-chave para a estratégia de nostalgia que explicou ao anunciar mangás “esquecidos” para 2026.

Para o espectador, a mensagem é clara: se o anime preferido ainda está na Netflix, aperte o play. A partir de agosto, Gon Freecss vira moeda de troca de um mercado que não aceita mais esperar o próximo arco para decidir onde assistir.

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