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Gunn acelera: primeiro nome ligado ao Flash entra no DCU e revela plano para driblar legado de Ezra Miller

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Sem alarde nas redes sociais, James Gunn aprovou na última semana o teste de mesa que oficializa Hunter Doohan (“Wednesday”) como Wally West, o primeiro personagem vinculado ao legado do Flash a surgir no novo DCU. O velocista ruivo aparecerá já na série “Lanterns”, que termina gravações em setembro para chegar à HBO Max em 2025.

O movimento atravessa a lógica tradicional de franquias: em vez de anunciar um novo filme do Flash após o fiasco comercial de 2023, Gunn insere um sidekick querido pelo fandom num produto que, segundo executivos animados pela primeira reação a “Lanterns”, virou termômetro de sobrevivência para todo o DCU. A manobra reduz o risco de rejeição imediata e ancora o velocista em tramas mais amplas, enquanto o estúdio decide quando — e se — convocará um protagonista titular.

Wally West estreia para diluir polêmica e testar apelo geracional

A escolha por Wally, não por Barry Allen, resolve duas dores simultâneas. Primeiro, afasta a memória recente do longa protagonizado por Ezra Miller, ator ainda rodeado de processos e instabilidade. Segundo, dialoga com o público que cresceu com “Liga da Justiça Sem Limites” e os quadrinhos dos anos 90, período em que Wally carregou o manto do Flash com personalidade própria.

Gente de dentro da produção conta que o personagem entrará em “Lanterns” investigando perturbações no Espaço-Setor 2814 — a Terra — ao lado de John Stewart. Nas filmagens desta semana em Atlanta, Doohan correu em esteira especial envelopada de LED, tecnologia que a Warner está usando para exibir o famoso “raio laranja” já na captura, cortando custos de pós-produção. O set registrou ainda menção velada ao laboratório STAR, pista de que o futuro filme solo pode concentrar-se em ciência forense, não em viagens no tempo que cansaram o público.

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Crossover precoce acelera a costura do novo DCU

A integração calculada entre Lanternas e Flash joga luz na obsessão de Gunn por colar o universo com participações cruzadas, como ele fez ao anunciar dois Lanternas em “Superman 2”. Executivos veem nisso resposta à crítica de que o antigo DCEU “pulava capítulos” rumo aos eventos coringa sem construir vínculo emotivo. Agora, cada herói chega a conta-gotas, testado em solos alheios antes de merecer longa próprio.

Outro detalhe que passa despercebido: ao utilizar Wally na TV, Gunn ganha tempo contratual. O acordo de Doohan engloba três projetos audiovisuais sem definir formato, cláusula flexível que pode migrar o ator para cinema caso o termômetro de audiência e engajamento aprove. Enquanto isso, o estúdio recalcula o destino de personagens mais caros, como a Mulher-Maravilha, cuja estreia sofreu revés após vazamentos em “Man of Tomorrow”.

Em 2024, portanto, a pergunta não é se teremos novo Flash, mas quantos quilômetros Wally West percorrerá antes de ouvir o disparo da largada oficial. Se a aposta pegar velocidade em “Lanterns”, a linha de chegada pode chegar bem antes do que o público imagina — e, desta vez, sem precisar resetar o cronômetro mais uma vez.

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