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Entrada do Besouro Azul em “Man of Tomorrow” escancara qual heroína Adria Arjona deve viver no novo DCU

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Quando Xolo Maridueña apareceu caracterizado como Besouro Azul nos sets de “Superman – Man of Tomorrow”, o susto dos fotógrafos durou pouco: a participação do herói latino não era apenas um cameo, mas a peça que faltava para decifrar outro enigma do filme — o papel secreto de Adria Arjona.

A simples soma de um besouro tecnológico mexicano a Kal-El criou um elo narrativo que faz sentido demais para ser coincidência: se Gunn enxerta Jaime Reyes no longa do Superman, ele precisa de uma parceira capaz de “conversar” com essa nova faixa cultural. E só há uma candidata nos quadrinhos com histórico, química e passaporte para isso: Beatriz da Costa, a heroína brasileira conhecida como Fire.

Besouro Azul muda a lógica de “Man of Tomorrow” antes mesmo do trailer

Até semana passada, “Man of Tomorrow” parecia girar em torno de um Superman jovem, apoiado pelos dois Lanternas já confirmados pelo diretor, como indicamos em análise anterior. A chegada do Besouro Azul reconfigura esse triângulo: Gunn não escala um personagem recém-saído de um filme solo mediano de bilheteria se não houver propósito maior.

Segundo fontes internas de produção, Reyes aparecerá salvando civis num incidente tecnológico em Metrópolis, abrindo brecha para a investigação jornalística de Clark e Lois. A dinâmica aponta para uma “célula jovem” que mistura ciência high-tech e humor — marca do Besouro. Nesse tom, Fire encaixa como luva: alívio cômico, poderes visuais de fogo verde e origem corporativa que cruza engenharia e espionagem.

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Outro sinal: o figurino turquesa metálico do Besouro vazado nas fotos reflete chamas esverdeadas aplicadas em pós-produção, segundo um artista de VFX ouvido pela reportagem. O combo verde-turquesa é assinatura clássica das HQs que unem Jaime e Beatriz na Liga da Justiça Internacional dos anos 90. É pista cromática, mas em super-heróis cor vale roteiro.

Por que Adria Arjona aponta direto para Fire — e não para Zatanna ou Hawkgirl

Arjona vinha listada em documentos de elenco como “Marigold”, codinome genérico usado para esconder personagens inflamáveis — literalmente. Fire foi batizada de “Green Flame” no início e ainda hoje recebe variação “Fogo Verde” em materiais de licenciamento. Zatanna e Hawkgirl, antes especuladas, não têm relação com chamas nem com Jaime Reyes.

A atriz, filha de mãe porto-riquenha e pai guatemalteco, soma o recorte latino requisitado. Além disso, Fire é brasileira: a escolha de Arjona, com fluência em espanhol e inglês, indica que o DCU pretende acentuar o pan-latinismo da heroína, algo impensável na gestão pré-Gunn. O diretor já usou estratégia parecida ao transformar Ratcatcher 2 em portuguesa-brasileira em “O Esquadrão Suicida”.

Nos bastidores, o departamento de figurino teria encomendado dois protótipos de um traje com placas resistentes a altas temperaturas e detalhes luminiscentes verdes. Testes foram feitos com captura facial, revelando que a personagem emitirá fogo pelas mãos — poder específico de Fire, não de outras heroínas do top-tier DC.

Latinos sob os holofotes e o efeito colateral na nova Mulher-Maravilha

A dobradinha Besouro-Fire fortalece identidade latina logo no primeiro ato do DCU, abraçando mercados onde a Marvel ainda reina. O movimento, porém, empurra outra peça para fora do tabuleiro: a estreia da nova Mulher-Maravilha. As próprias fotos de set mostraram que a heroína amazona não aparece nem em referência, indicando adiamento.

Executivos interpretam a manobra como priorização de diversidade real sobre repetição dos Trinity clássicos. Gunn teria se convencido que apostar em minorias logo de saída distancia seu universo das comparações com a fase Snyder — e turbina engajamento social. É também vacinar o estúdio contra o risco de “síndrome de lanterna verde”, quando personagens latinos surgem isolados e desaparecem depois.

Com Fire possivelmente ligada a agências de segurança globais, abre-se espaço para tramas de espionagem que conectam “Lanterns” — já avaliado positivamente pelos executivos, como noticiamos em outra matéria. Dessa forma, a heroína brasileira pode servir de ponte entre núcleo cósmico e narrativas urbanas, ajudando o DCU a colar suas pontas antes mesmo da Parte 2.

Se a aposta se confirmar, Arjona encarnará a primeira super-heroína brasileira em live-action de grande estúdio — tacada que coloca pressão não apenas na bilheteria, mas na promessa de inclusão feita por Gunn. E, pelo visto, o fogo verde deve começar a arder muito antes de Diana sacar o laço.

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