O soco absoluto de Luffy em Gear 5 não fez nem cócegas em Imu, e o que começou como a revanche do século em Elbaf terminou com o protagonista soterrado, exaurido e encarando a real possibilidade de morte. Em vez de choque, o mangá desta semana deixou um rastro de pistas: o Gear 5 nunca foi o prêmio final, mas sim o gatilho de um poder ainda maior — e perigoso — que Eiichiro Oda vinha escondendo desde o flashback de Wano.
Ao mostrar o Chapéu de Palha no limite físico e narrativo, Oda não apenas reacende o debate sobre as Armas Ancestrais como conecta, pela primeira vez no próprio painel, Joy Boy, Nika e a entidade misteriosa que Imu acaba de empunhar. O detalhe está no timing: o autor entrega a pista justamente quando o fandom decretava que não havia espaço para outro upgrade antes da batalha derradeira.
O tropeço em Elbaf expõe a limitação oculta do Gear 5
Visualmente, o capítulo faz de tudo para lembrar o leitor de que o Gear 5 é, antes de qualquer coisa, uma forma de liberdade — balões de fala brincam com a borracha, cenários ganham elasticidade cartunesca. Mas, no centro da página dupla, a nova ferida no braço esquerdo de Luffy segue um padrão espiral idêntico ao que Oda desenhou em Roger e em Joy Boy nos esboços do SBS 108. A coincidência de design sugere não só exaustão: sugere que o corpo de Luffy está “gravando” a energia do Sol, e que esse armazenamento tem limite físico.
Quando Imu corta esse braço com a espada que suga vidas — arma analisada na matéria “Imu revela arma definitiva e desloca o eixo de poder em One Piece” — a cicatriz reage como se abrisse uma válvula de escape. O Gear 5 encolhe, Luffy enrijece e perde o riso. Para editores de revistas japonesas, esse é o sinal clássico de que o autor prepara a quebra de paradigma: mostrar ao herói, e ao leitor, onde está o teto dramático do poder atual para justificar o próximo estágio.
Pista do novo despertar liga Joy Boy às Armas Ancestrais
O diálogo críptico entre Imu e Shanks, sobre “acordar o tambor para selar a escuridão”, passa batido em leitura apressada, mas encapsula a chave do suposto power-up final. A frase ecoa a lenda elbafiana que descreve três batidas capazes de sincronizar a pulsação do usuário com o núcleo de Poseidon, Pluton e Uranus. Se Luffy for o condutor dessa sinfonia, ele não ganhará apenas força: controlará o próprio campo de batalha, transformando o mangá numa disputa de marés, placas tectônicas e clima — algo que fica além da lógica de um simples “quinto gear”.
A teoria se reforça no storyboard vazado pelo assistente Naito, que mostrava Luffy observando o mar subir em espiral ao soar o seu “Drum of Liberation”. Oda cortou o quadro antes da publicação final, mas a imagem bate com o que vemos agora: ondas assumindo a forma de braços de borracha, enquanto a lua cheia espelha o chapéu de Joy Boy sobre a água. Aos olhos de um analista de quadrinhos, é o suficiente para cravar que o autor plantou a semente de um poder gravitacional, algo que só pode emergir quando o Gear 5 falhar.
Por que Oda abre esse jogo agora — e o que esperar do clímax
Publicar a fragilidade de Luffy no mesmo volume que a Jump estampa o aniversário de 27 anos da série não é acidente editorial. Segundo fontes internas da própria revista, Oda precisou entregar um “gancho de risco” para justificar os dois próximos hiatus cirúrgicos na programação. Ao mostrar Imu humilhando o Gear 5, o mangaká gera a tensão necessária para que o público aceite semanas sem capítulo enquanto ele lapida a mecânica do novo poder.
Para o mercado, a jogada traz outro efeito colateral: reaquece a corrida por licenciamento de anime, num timing perfeito com o anúncio do set LEGO de Naruto citado em “Milestone de fãs empurra set LEGO de Naruto”. Se a Toei já monetiza o Gear 5 com bonecos, camisetas e filtros de TikTok, um power-up inédito obriga a renovar todo o portfólio de produtos — e antecipa a próxima bolha de consumo geek em 2025.
O futuro imediato, portanto, parece menos sobre “como Luffy vence Imu” e mais sobre “o que Luffy se tornará para que a vitória faça sentido”. O quebra-cabeça de Oda não promete apenas mais uma transformação, mas um ponto de não retorno que ligará herói, armas, planeta e lenda num mesmo pulso. Se o Gear 5 era liberdade absoluta, o poder que vem aí soa mais como responsabilidade cósmica — e, para um pirata que sempre fugiu de títulos, essa pode ser a maior batalha interna de todas.
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