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Sega fura fila de Bandai e lança Rika suprema de Jujutsu Kaisen para disputar bolso dos colecionadores

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A Sega pulou a tradicional espera de pré-licenciamento e anunciou, de surpresa, uma figure premium de Rika — a “Rainha das Maldições” de Jujutsu Kaisen — para novembro. A peça, em escala 1/7, é a primeira representação oficial da forma totalmente manifestada da personagem fora do Japão, abrindo pré-venda global ainda nesta semana.

O movimento atropela rivais como Bandai e Good Smile, que historicamente dominam as linhas de alto valor. Além de atender ao aquecimento provocado pela segunda temporada do anime, a Sega mira o colecionador que quer exclusividade antes mesmo da vitrine local receber outros lançamentos.

Figure leva Rika ao terror físico e dobra preço médio da linha S-FIRE

Desenvolvida pelo selo S-FIRE, a estátua tem 31 cm de altura, luz LED interna nos olhos e texturas transparentes que replicam o ectoplasma que envolve Rika no clímax do filme Jujutsu Kaisen 0. O ticket de 38 mil ienes (cerca de R$ 1.280 sem impostos) dobra o valor médio da linha da Sega, que raramente passa dos 20 mil ienes.

A aposta vem acompanhada de um mimo que explica o preço: o pedestal traz o símbolo amaldiçoado de Yuta Okkotsu em resina translúcida, mas pode ser destacado e usado como cenário fotográfico. É um aceno direto à cultura de toy photography, crescente no Brasil após sucessos como Solo Leveling — cujo vácuo, vale lembrar, já moveu a Crunchyroll a adotar Arifureta como “plano B”.

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Estratégia de choque coloca Sega no centro da guerra de licenças em 2024

Até agora, a Sega orbitava as cifras das prize figures — modelos mais simples, vendidos em máquinas de grua nos fliperamas. Ao bater o martelo sobre Rika, a empresa sinaliza que não quer mais ficar na periferia do mercado premium, estimado em US$ 2,2 bi anuais, segundo dados da consultoria Euromonitor.

Licenças que mudam de mãos

No campo de batalha estão nomes pesados: a Bandai já aumentou em 30 % a produção das linhas Tamashii para 2024; a Kotobukiya corre para expandir a planta de Nagoya; e a Good Smile segue viva no digital graças ao sucesso de pré-vendas internacionais. A Sega, por outro lado, aposta em lacunas esquecidas pelos concorrentes: personagens em formas “não canônicas” ou que só aparecem em um arco específico, como Rika pós-maldição. É a mesma lógica que levou a TV Tokyo a admitir que Boruto já fatura mais que o pai Naruto ao reutilizar universos com novo foco de público.

O detalhe que passa despercebido é o timing regulatório. A Toho, detentora da marca Jujutsu Kaisen, renegocia suas licenças neste semestre. Ao soltar Rika antes do fechamento dos contratos, a Sega ocupa prateleiras e cria inércia de consumidor — um trunfo na mesa de renovação. Se a táctica der certo, a companhia pode arrancar outros personagens-chave antes mesmo que a animação mostre suas próximas maldições na TV.

A pré-venda da Rika totalmente manifestada abre amanhã nas principais lojas japonesas e no site da S-FIRE, com envio previsto para novembro. Para os fãs brasileiros dispostos a importar, o recado é claro: deixar para depois pode significar enfrentar um mercado já dominado pela Sega, com estoques reduzidos e valores inflados no resell.

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