O próximo hardware da Nintendo continua envolto em sigilo, mas a The Pokémon Company resolveu passar na frente e revelar as primeiras cores “oficiais” do suposto Switch 2: um par de acessórios — capa e controles — que misturam o vermelho flamejante de Charizard ao verde folha de Venusaur, ecoando os cartuchos que lançaram a franquia em 1996.
O detalhe vazou em documentos de certificação de produto no Japão e foi confirmado por lojistas europeus convocados para pré-ordens internas. Na prática, Pokémon estreia o marketing do novo console antes mesmo da própria Nintendo, sinalizando que a estratégia de lançamento vai se apoiar pesado na nostalgia dos 151 originais e em itens de colecionador de giro rápido.
Pokémon fura a fila e mostra a primeira “cara” do Switch 2
Os registros, protocolados sob o código interno PKM-NS2-RG, descrevem uma case rígida, duas correias de pulso e um par de controles do tamanho exato dos Joy-Con atuais, mas com encaixe atualizado. A diferença estrutural confirma rumores de que o novo modelo terá trilhos magnéticos em vez de trilhos mecânicos, permitindo troca mais rápida e reduzindo a folga que afeta usuários do Switch original.
Cada peça exibe o logo clássico dividido em diagonal: metade vermelha, metade verde, numa referência direta a Pokémon Red & Green — as versões que nasceram no Japão antes de chegar ao Ocidente como Red & Blue. Essa escolha não é só um agrado estético: ela reforça que o primeiro grande jogo da próxima geração pode ser justamente um remake premium das aventuras de Kanto, algo que insiders apontam como “projeto inicial” do console.
Ao antecipar o visual, a The Pokémon Company cumpre um papel parecido com o que Dragon Ball exerce no mercado de figures, onde o quarteto dourado voltou às prateleiras e puxou a fila da nostalgia. A diferença é que, desta vez, o licenciado está ajudando a esquentar o hardware, não só o merchandising.
Nostalgia como gatilho de lançamento — e o que isso revela sobre a Nintendo
Historicamente, a Nintendo deixa que os estúdios first-party se mantenham em silêncio até o anúncio oficial de um console. O furo de Pokémon sugere que a empresa tem pressa em emplacar licenciamento antes da janela fiscal de 2025: quanto mais cedo os fãs reservarem acessórios, mais fácil justificar o salto de plataforma na virada do ano.
Outra pista relevante está no preço de tabela vazado: 69,99 euros pelo kit completo, 10% acima do bundle temático lançado em 2019 para o Switch Lite. Isso sinaliza reajuste de margem, mas também indica que a Nintendo pretende manter o novo hardware em escala de preço “familiar”, evitando o patamar premium do PlayStation 5 ou do Steam Deck OLED.
Para os varejistas, o movimento é ouro: eles podem abrir listas de interesse ainda este semestre e mapear demanda real antes de os consoles chegarem. Para os consumidores, o upgrade cromático serve como convite explícito a trocar de máquina — e, convenhamos, pouca marca tem poder de persuasão maior que Pokémon quando o assunto é nostalgia.
Enquanto a Nintendo faz mistério, resta ao público observar como outros licenciados vão reagir. Se marcas como One Piece, que já vestiu Trafalgar Law de NBA, entrarem no jogo, o Switch 2 poderá chegar às prateleiras cercado de colecionismo inédito — e com metade da campanha de marketing feita pelos parceiros antes mesmo do primeiro trailer oficial.
Por ora, porém, a mensagem é clara: o sucessor do Switch existe, adota acessórios compatíveis porém refinados e, acima de tudo, veste as cores que apresentaram Pokémon ao mundo. Quem viveu 1996 sabe o peso desse aceno; quem chegou agora vai descobrir rápido que, na Nintendo, vermelho e verde nunca foram só cores — são o cartão de visita de uma geração inteira.
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