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Sexto desastre de bilheteria em três anos ameaça o caixa da DC e pressiona a virada de James Gunn

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O lampejo vermelhão que corta a tela de “The Flash” agora lembra mais um sinal de alerta do que uma corrida para o futuro. Com a estreia de “Aquaman e o Reino Perdido” abaixo das projeções e incapaz de recuperar seu orçamento estimado em US$ 205 milhões, a DC acumula o sexto fiasco financeiro em sequência — algo que nem o turbulento início do Universo Estendido, na era Zack Snyder, havia registrado.

O ponto crítico vai além do número redondo. Pela primeira vez desde 2013, a divisão de super-heróis da Warner está no vermelho mesmo incluindo receitas de licenciamento e pós-lançamento. Isso fecha a torneira para bônus de executivos, agrava a pressão dos acionistas e, principalmente, encurta o prazo de James Gunn para provar que seu reboot, o DCU, merece existir.

Seis fracassos driblam marketing pesado e drenam US$ 1,2 bilhão do estúdio

Desde agosto de 2021, quando “O Esquadrão Suicida” tropeçou em bilheteria híbrida, cada novo filme da DC vem repetindo o mesmo enredo fora da tela: expectativa alta, abertura fraca, boca a boca indiferente e encerramento abaixo do ponto de equilíbrio. A lista inclui “Adão Negro”, “Shazam! Fúria dos Deuses”, “The Flash”, “Besouro Azul” e, agora, “Aquaman 2”. Somados, esses títulos custaram cerca de US$ 1,4 bilhão e devolveram menos de US$ 200 milhões de lucro operacional — um buraco superior a US$ 1,2 bilhão.

O detalhe que costuma passar despercebido: boa parte dessa sangria vem de contratos rígidos com salas premium, que retêm até 75% da receita no primeiro fim de semana. Quando o filme não explode de saída, o estúdio perde duas vezes — nos ingressos e também nos bônus de faturamento extra que seriam pagos só com metas de ocupação atingidas. Os executivos da Warner vinham usando o sucesso de “Barbie” para compensar, mas o balanço do quarto trimestre cravou a conta no colo da DC.

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Virada de Gunn ganha urgência e reduz margem de experimento

A estratégia de James Gunn previa começar pequeno, testando personagens de nicho em animações como “Creature Commandos”. Agora, investidores cobram um impacto imediato — e isso explica por que a série live-action “Lanterns” virou bússola do novo DCU e recebeu prioridade máxima nos roteiros. Cada episódio custará um terço de um longa-metragem, mas precisa manter a relevância de cinema para evitar fuga de assinantes.

Internamente, a palavra de ordem é “sinergia enxuta”. Gunn já pediu reescritas em “Supergirl” — confirmando o corte de um subplot, como detalhamos em outro levantamento — e avalia fundir personagens coadjuvantes em menos projetos. O objetivo: entregar filmes que beirem 2 horas, orçados abaixo dos US$ 150 milhões, antes de soltar o primeiro trailer de “Superman: Man of Tomorrow”.

Streaming e TV viram salvaguarda, mas sem folga para erros

O flanco televisivo, considerado secundário até 2022, passa a funcionar como colchão de receita recorrente. Sinais disso já aparecem na promoção de “The Penguin” a cabeça de ponte do universo Gotham na HBO, após o adiamento de “The Batman 2”. Enquanto isso, o DNA mais noir de “Lanterns” reflete a aposta em suspense — gênero que pede sets menores, dependentes de roteiro e atuação, não de cromas e destruição de cidades.

O cenário é de corda bamba: qualquer novo deslize empurra a DC para uma reestruturação agressiva, com possível venda de fatias de licenciamento no mercado internacional. Gunn, que sempre cultivou a imagem de cineasta outsider, agora precisa provar que sua caneta também resolve planilhas. Não é apenas sobre heróis voarem mais alto, mas sobre fazer o caixa decolar antes que a paciência dos investidores pouse de vez.

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